quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Duas pessoas ficam feridas em acidente com avião monomotor - São José dos Pinhais/PR.

 
 
Adriano Ribeiro / Gazeta do Povo

Em 29-12/2009, um acidente com um avião monomotor deixou duas pessoas feridas em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, no final da tarde desta terça. A aeronave não conseguiu ganhar altura no momento da decolagem e acabou batendo em um muro.

O co-piloto Marcos Parteca, 38 anos, foi encaminhado por uma ambulância do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) para o Hospital do Trabalhador com ferimentos leves. Já o piloto, de 53 anos, identificado apenas como Túlio, sofreu múltiplas fraturas. Ele foi levado pelo helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) até o Hospital Vita.


Adriano Ribeiro / Gazeta do Povo

O acidente aconteceu por volta das 17h15 no aeroclube de São José dos Pinhais, localizado Rua Joroslau Sochaki, no bairro Ipê. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o ultraleve pousou no local e ficou parado por cerca de cinco minutos. Depois partiu para a decolagem, mas não conseguiu atingir uma altura suficiente. O vento acabou deslocando o avião de pequeno porte, que se chocou contra um dos muros do aeroclube. “Quando chegamos, encontramos a aeronave caída. Uma das vítimas ainda estava presa no avião, mas conseguimos tirá-la rapidamente”, diz o capitão do Corpo de Bombeiros, Édson Manassés.

A pista molhada pode ter contribuído para o acidente. A aeronave é de Guarapuava, na região central do estado.

Créditos: 

Adriano Ribeiro e Gladson Angeli  -  29/12/2009 17:53 - Gazeta do Povo - Portal RPC.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Dois atendimentos em 23-12-2009 - Base DOA/NE.



No dia 23/12/2009 às 10:50h, quando em plantão aeromédico no Hangar da Polícia Rodoviária Federal, a tripulação da aeronave BELL-407 composta do Comandante, Operador de Equipamentos Especiais-OEE e equipe do SAMU de prontidão nesta aeronave, médico e enfermeira, após coordenação com a regulação do SAMU, foi deslocada até a PE-60, próximo a entrada da Barra de Sirinhaém, para efetuar o resgate, primeiramente, de uma criança, 07 anos, consciente, com ferimentos na cabeça e dores abdominais intensas, a qual, após o procedimento de imobilização, realizada pela equipe aeromédica, foi helitransportada até o Quartel do Derby, para posterior deslocamento, via terrestre, até o Hospital da Restauração em Recife (PE). Imediatamente após o pouso, a aeronave decolou novamente até o lcoal do acidente a fim de efetuar o resgate de uma segunda vítima, A.S.C., 28 anos, sexo masculino, consciente, queixando-se de fortes dores na caixa torácica, o qual, após o procedimento de imobilização, foi helitransportado até o Quartel do Derby, para posterior deslocamento, via terrestre, até o Hospital da Restauração em Recife (PE)

Tempo de deslocamento até a PE-60: 15 min.

Tempo de deslocamento até o Quartel do Derby: 16 min.

Créditos:

Equipe de Resgate Aeromédica da Base DOA/NE.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

DOA/NE e SAMU Resgatam vítimas de colisão em Paudalho/PE.



No dia 22/12/2009 às 11:40h, quando em plantão aeromédico no Hangar da Polícia Rodoviária Federal, a tripulação da aeronave BELL-407 composta do Comandante, Operador de Equipamentos Especiais-OEE e equipe do SAMU de prontidão nesta aeronave, Médico e Enfermeira, decolou da Base DOA/NE para R 408, no município de Paudalho. No local, encontramos uma colisão com três veículos e, com quatro vítimas. Duas vítimas desconhecidas, foram estabilizadas no local. Outras duas, foram estabilizadas e resgatadas: A primeira vítma A. J, 35 anos, sexo masculino, apresentando ferimentos na face, sangue em cavidade oval, escoriações na parte anterior do tórax. H.D. De Ploitraumatismo. A vítima, após estabilizada pela equipe médica, foi helitransportada até o campo do Derby para posterior encaminhamento ao Hospital da Restauração em ambulância do SAMU. Ao retornar ao local, estabilizamos e resgatamos  a vítma A.R.C., de 30 anos, sexo masculino. Apresentava dor e disformidade no joelho esquerdo. H.D. Politraumatismo. Também foi levado ao campo do Derby e posteriormente, para o Hospital da Restauração.

Tempo de deslocamento para o local: 8 min.

Tempo de deslocamento para o Quartel do Derby: 8 min.

Créditos:


Equipe Aeromédica da BASE DOA/NE: Piloto, Operador de Equipamentos Especiais, Médico e Enfermeiro do SAMU/PE.


DOA/NE e SAMU Resgatam vítima de acidente com moto na BR 101-Sul – Vitarela/PE.



No dia 22/12/2009 às 10:10h, quando em plantão aeromédico no Hangar da Polícia Rodoviária Federal, a tripulação da aeronave BELL-407 composta do Comandante, Operador de Equipamentos Especiais-OEE e equipe do SAMU de prontidão nesta aeronave, Médico e  Enfermeira, decolou da Base DOA/NE para BR 101-Sul, próximo a Vitarela, no município de Pontezinha, onde foi resgatado, a vítima I.Q.M, de 36 anos, sexo masculino, o qual conduzia uma moto quando colidiu com outro veículo, no local apresentava escoriações e abrasões por todo corpo, com provável fratura de membro inferior (tornozelo esquerdo) A vítima, após estabilizada pela equipe médica, foi helitransportada até o Hospital Mendo Sampaio.

Tempo de deslocamento para o local: 3 min.

Tempo de deslocamento para o Quartel do Derby: 3 min.

Créditos:

Equipe Aeromédica da BASE DOA/NE: Piloto, Operador de Equipamentos Especiais, Médico e Enfermeiro do SAMU/PE.

DOA/NE e SAMU Resgatam vítima agressão com barra de ferro - Recife/PE.



No dia 21/12/2009 às 12:40h, quando em plantão aeromédico no Hangar da Polícia Rodoviária Federal, a tripulação da aeronave BELL-407 composta do Comandante, Operador de Equipamentos Especiais-OEE e equipe do SAMU de prontidão nesta aeronave, Médico e Enfermeira, decolou da Base DOA/NE para Dois Carneiros, no município de Jaboatão, onde foi resgatado a vítima R.A.A.,19 anos, sexo masculino, vítima de agressão com barra de ferro, apresentando auscuta limpa e provável fratura de membro superior esquerdo, além de luxação de ombro esquerdo. A vítima, após estabilizada pela equipe médica, foi helitransportada até o campo do Derby para posterior encaminhamento ao Hospital da Restauração em ambulância do SAMU.

Tempo de deslocamento para o local: 3 min.

Tempo de deslocamento para o Quartel do Derby: 4 min.

Créditos:

Equipe  Aéromedica da BASE DOA/NE:  Piloto, Operador de Equipamentos Especiais, Médico e
Enfermeiro.

sábado, 19 de dezembro de 2009

DOA/NE resgate em prazeres - Jaboatão/PE.




No dia 18/121/09 às 14:00h, quando em plantão aeromédico no Hangar da Polícia Rodoviária Federal, a tripulação da aeronave BELL-407 composta do Comandante, Operador de Equipamentos Especiais-OEE e equipe do SAMU (médico e enfermeira), foi acionada pela regulação do SAMU para um resgate em Prazeres. A vítima U.B.S, de 50 anos, envolveu em acidente motociclístico (queda de moto). Apresentava lesão de partes moles na perna esquerda. A vítima foi conduzida até o Quartel do Derby para posterior encaminhamento ao Hospital da Restauração.

Tempo de deslocamento até o local de resgate: 04 min.

Tempo de deslocamento até o Derby: 10 min.

Créditos:

Piloto, Operador de Equipamentos Especiais, Médico e Enfermeira Base DOA/Recife/PE.


Esteiras de Turbulência, O risco dos Vórtices Invisíveis


No final dos anos 60 foi descoberto um importante fenômeno que ocorre principalmente nas áreas aeroportuárias denominado esteira de turbulência (wake turbulence). A esteira de turbulência se verifica com mais intensidade quando, por exemplo, uma aeronave de grande porte principia sua decolagem, fazendo surgir vórtices (pequenos tornados horizontais) nas pontas de suas asas, que se propagam intensa e perigosamente em direção a aeronaves subseqüentes, de menor porte, peso e velocidade que se encontrem prestes a decolarem. O mesmo pode ocorrer quando aeronaves estejam em procedimento de pouso e outras venham imediatamente após ou ainda durante o vôo. Os efeitos básicos da esteira sobre as aeronaves são: o balanço violento, a perda de altura ou de velocidade ascensional e os esforços de estrutura. O maior risco é justamente o balanço muito forte da aeronave que entra na esteira até um ponto que exceda sua capacidade de resistir a tal efeito. As aeronaves apresentam comportamento distinto em relação a movimentos turbulentos da atmosfera, de acordo com fatores como velocidade, tamanho, peso, superfície das asas e altitude de vôo.



A intensidade dos vórtices é dada pelo peso, velocidade e forma da asa que os originam, entretanto o peso da aeronave é o fator principal de sua força, que pode registrar vórtices que tangencialmente tem alcançado velocidades acima de 300 km/h por uma área de 2 a 4 vezes a envergadura da aeronave geradora dos vórtices. A esteira de turbulência também é uma das causas que impedem o uso simultâneo de pistas que distam menos de 760 metros em um mesmo aeródromo. Vale ressaltar que helicópteros também geram esteira de turbulência, que podem inclusive ser mais severas do que aqueles produzidos por aeronaves de asa fixa de mesmo porte. As esteiras mais intensas podem ocorrer quando o helicóptero está operando a baixas velocidades (20 a 50 nós). Alguns tipos de helicópteros de médio porte ou executivos produzem esteiras tão fortes quanto helicópteros mais pesados, isso devido aos sistemas de rotor de duas pás de hélices, típicos de helicópteros mais leves, que produzem esteiras mais vigorosas do que sistemas de rotor com mais pás.



Estudos realizados pela FAA (Federal Aviation Administration), em relação a esteira de turbulência, chegaram a algumas recomendações aos pilotos:

 -evitar aproximações em aeroportos de intenso tráfego de aeronaves a reação, particularmente em condições de instabilidade atmosférica;

 - no momento da decolagem, sair da pista antes do ponto de rotação da aeronave anterior;

 - quando do pouso, tocar a pista após o ponto de toque da aeronave anterior.

Tendo em vista os perigosos efeitos causados por este tipo de turbulência, os controladores de tráfego aéreo devem aplicar cuidadosa separação entre aeronaves. Com relação a isso, a publicação IMA 100-12 (Regras do Ar e Serviço de Tráfego Aéreo) trata, em um dos seus itens, da aplicação dos mínimos de separação de turbulência.

Já os mínimos de separação não radar, dependendo do tamanho das aeronaves envolvidas e do posicionamento de pistas (mesma pista, pistas paralelas ou transversais), variam de 2 a 3 minutos. Em vôo, entre uma aeronave de grande porte e uma aeronave pequena, por exemplo, a separação deve ser da ordem de 1000 pés na vertical. No Brasil não existem estatísticas detalhadas sobre a esteira de turbulência, todavia, estudo conjunto da NASA ( e FAA encontrou alguns números interessantes envolvendo a turbulência causada pelas aeronaves a partir de abril de 1995 – 22% foram causados por Boeing 757, 12 % por Boeing 727 e 12% por 767 e alguns casos por Boeing 747 e DC-10. Em 43% dos casos o vento em superfície registrava 10 nós ou menos de intensidade, 16% ocorreram no glide, 22% sobre o glide e somente 6% na zona de perigo abaixo do glide. Além disso, em 63% dos casos não houve advertência dos órgãos ATC acerca da ocorrência da esteira.

As indústrias Boeing e Airbus tem feito grandes esforços para reduzir os efeitos da esteira de turbulência que, além de causar sério impacto na segurança das operações aéreas gera transtorno considerável em aeroportos com grande número de movimentos. Em março de 2004 a Airbus Industrie patrocinou um ensaio no Aeroporto Internacional de Toulouse, na França, visando medir a força e a evolução das esteiras de asa e a massa, velocidade e os ajustes de flap de aeronaves da Empresa. O projeto utilizou uma técnica denominada lidar, que consiste em um laser de dióxido de carbono instalado em solo, que tem como escopo obter a informação sobre a força e forma de cada vórtice formado e, posteriormente, também ampliar o estudo para verificar a maneira que os vórtices se aprofundam e deterioram. Os resultados obtidos estão auxiliando o desenho das futuras gerações de aeronaves como o A3XX, previsto para ser o avião de maior porte quando entrar em serviço por volta de 2004.



Outro sistema para atenuar os efeitos do fenômeno foi desenvolvido por dois centros de pesquisa da NASA e está sendo aplicado em aeroportos americanos (Dallas, Memphis e Norfolk) - é o AVOSS (Aircraft Vortex Spacing System). Tal sistema visa estabelecer critérios de separação segura para as aeronaves de modo a maximizar o uso das pistas, aproximação para pouso simultâneo ou reduzir a separação. O AVOSS traça o perfil vertical da atmosfera, analisando os ventos cruzados (crosswinds), turbulência e gradiente térmico, levando em consideração também a performance das aeronaves potencialmente formadoras de esteira de turbulência. O equipamento está ligado aos órgãos ATC, que recebem a informação em tempo real a respeito das esteiras. Vale lembrar uma última recomendação, extraída de um texto da FAA – a melhor defesa contra a esteira de turbulência é conhecer e evitar áreas onde ela ocorra.

Colaboraçao: Cmte Jeferson Antonio Espindola - DAC 102197


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Acidentes em Rodovias Federais em 16/12/2009 - Brasília/DF



Em 16/12/2009, o serviço aeromédico do Convênio SAMU-192-DF/PRF-DOA foi acionada para 2 atendimentos em Rodovias Federais:

- No primeiro acionamento, o condutor de um veículo FIAT Siena Prata perdeu o controle e chocou-se contra o guard-rail da "Ponte do Piripipau", na BR-020, ficando pendurado sobre o mesmo. Chegando ao local, verificou-se que havia apenas o motorista , como ocupante do veículo, consciente, orientado, apesar do susto o mesmo se recusou a ser removido do local.

- No segundo atendimeto, tratava-se e queda de motocicleta na BR 040, próximo à Cidade Ocidental, com duas vítimas. Chegando ao local, havia uma USB do SAMU Entorno Sul iniciando atendimento a uma das vítimas. Foi realizado pouso no canteiro central da pista. Paciente 18 anos, com traumas em face, membros superior e inferior esquerdos. Imbilizada com talas colar cervical e prancha, providenciado 2 acessos venosos, removida para o Hospital Regional de Santa Maria.

Créditos:

Tripulação Técnica:

Cmte - PRF Jeferson Antonio Esíndola - DAC- 102197
Operador de Equipamentos Especiais - PRF Robert Melo

Tripulação de Cabine:

Otávio de Melo Silva Junior - CRM 14625
Fabio Cruz - Coren /DF

Paciente com diagnóstico prévio de encefalopatia hepática, insuficiência respiratória e pneumonia aspirativa.




A equipe Aeromédica SAMU/PRF de Brasília/DF, foi acinonada em 11/12/2009 pela central de regualação SAMU/DF, para realizar a transferência do PS/HBDF para UTI/Hospital de Santa Maria do paciente M.J.A.R, 58 anos, masculino, com diagnóstico prévio de encefalopatia hepática, insuficiência respiratória e pneumonia aspirativa. Foi realizada uma tentativa de remoção pela empresa Toesa (prestadora de serviço de transporte interhospitalar) do HBDF para o HSM. No entanto, ao ser posicionado na ambulância o paciente cursou com BAVT - Bloqueio Atrio Venticular Total – SIC. A equipe retornou com o paciente para o Box de Emergência do HBDF para estabilizá-lo. Na ocasião foi administrado 1 mg de Atropina em bolus e realizado ajuste nos parâmetros ventilatórios e correção da acidose metabólica – SIC.

Antecedentes clínicos: paciente foi internado no HBDF procedente do HSVP (Psiquiátrico). Com histórico de transtorno depressivo, alteração de comportamento. Há relatos de uso de cocaína. Foi intubado no dia 07/12/09 às 17:20, após rebaixamento do nível de consciente com conseqüente depressão respiratória e episódio de broncoaspiração.

Laboratorialmente o paciente encontrava-se com hipoalbuminemia, bilirrubina ↑ e hipercalêmico. Acidose metabólica supostamente corrigida com infusão de Bicarbonato de Sódio e ajustes nos parâmetros ventilatórios após instabilização hemodinâmica.

Avaliação clínica do paciente ao chegar no local para remoção: paciente inconsciente, reagindo aos estímilos dolorosos, não sedado, com pupilas fotorreagentes e isocóricas, ictérico (2+/4+), mucosas hipocoradas. Afebril ao toque. Em ventilação mecânica via TOT, com os seguintes parâmentros: modo IPPV, VC= 650 ml, FR= 15 irpm, PEEP = 5 cmH2O, FIO2= 35%. Estertores em base à ausculta pulmonar. Hemodinamicamente, encontrava-se com ritmo sinusal, regular, com supra de ST à monitorização eletrocardiográfica em DII, em uso de noradrenalina a 50 ml/h (solução padrão: 200ml de soro para 8mg de noradrenalina) em acesso central – veia subclávia direita (protegida com curativo oclusivo), FC= 74 bpm, PA= 127 x 98 mmHg. Boa perfusão periférica (enchimento capilar = 2seg). Não estava com sonda para alimentação enteral. Diurese por SVD, com 200 ml na bolsa (sem anotação de débito urinário nos relatórios de enfermagem).

Condutas: checagem da fixação e posicionamento do TOT; retirada do ar do cuff para instilação de água destilada (não-mandatório para vôo de helicóptero de aproximadamente 500 pés). Troca do equipo de infusão da noradrenalina para adaptação na bomba de infusão a ser utilizada no transporte (a referida bomba não possui sensor de gotas - permitindo infusão contínua não gravitacional, ou seja, com a bolsa de soro na horizontal sobre o paciente). Conexão do paciente ao equipamento de ventilação mecânica (aparelho Oxilog 3000), parâmetros mantidos, exceto FIO2 que foi elevada para 100%, conforme preconizado durante o transporte. Procedido monitorização eletrocardiográfica, de pressão arterial e saturação indireta (com oxímetro de dedo). Esvaziado bolsa coletora de urina e clampeado sistema para evitar refluxo. Transferência do paciente para a prancha rígida com atenção especial ao circuito e a um possível deslocamento do TOT. O helicóptero permaneceu acionado/ com motor em rotação durante o preparo do paciente para remoção.

Comportamento hemodinâmico e ventilatório do paciente e intercorrências durante o transporte: paciente apresentou algumas reações motoras leves, o padrão eletrocardiográfico manteve-se inalterado, com FC oscilando entre 74 e 83 bpm (em anexo impressão do ECG em DII ao decolar e ao pausar). Paciente bem ajustado e permissivo à ventilação mecânica, oximetria de pulso marcando 100% durante todo o transporte. Ao pousar houve necessidade de troca do cilindro de O2 que estava conectado ao ventilador pulmonar. A troca foi realizada às pressas, sem prejuízos ao paciente. Nessa situação a equipe deveria ter feito essa previsão e se preparado melhor para substituição imediata do cilindro (essa previsão é possível ser calculada através da análise do consumo de oxigênio, mensurado pelo ventilador, na ocasião era de 11,8 l/min). Não houve interrupção da infusão de noradrenalina e a pressão do paciente manteve-se estável (PA= 124 x 90 ao pousar).




Questões para discussão:

1. As evidências eletrocardiográficas parecem não corroborar com o diagnóstico de BAVT, haja vista a presença de onda “P” em todos os batimentos, o não alargamento dos complexos QRS e a normocardia do paciente durante todo o transporte. Teria, de fato, o paciente cursado com um BAVT?

2. Que tipo de material deveria ser preparado para estabilizar um paciente que cursou com BAVT, tendo em vista a limitação de espaço e a dificuldade de executar procedimentos mais elaborados dentro da aeronave? Preparo de Atropina (em doses de 1 mg)? Preparo do marcapasso transcutâneo: mantendo-o conectado ou não ao paciente? Preparo de sedação para reduzir a sensibilidade do paciente e para contenção química – qual sedativo e modo de administração (bolus ou infusão contínua)?

3. O paciente poderia ter infartado, já que é possível visualizar um supra-desnivelamento do segmento ST em DII? Caberia à equipe perder um tempinho a mais para realizar um ECG de 12 derivações? Em caso de IAM, estaria a remoção contra-indicada naquele momento, haja vista que no HBDF há disponibilidade intervenção hemodinâmica e cardiologista/plantonista?

Tempo de vôo com paciente: 12 min

Créditos:


a) Tripulação Técnica:

Cmte - Jeferson Antônio Espíndola - DAC 102197, Operador de Equipamentos Especiais - Sóstenes C. Mourão Santiago.

b) Tripulação de Cabine:

Edimilson Miranda - CRM-DF 3448.
Rodrigo Ferreira Silva - COREN-DF 88599.

c) Relator do caso: Enfermeiro Rodrigo Ferreira Silva - COREN-DF 88599.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Helicóptero da PRF é usado para resgatar homem atropelado - Brasília/DF


11/12/2009

Um homem foi atropelado, por volta de 11h30 desta sexta-feira (11/12) na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), próximo ao Carrefour Sul. Identificado apenas como Cosme, ele foi socorrido pelo helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O veículo envolvido no acidente é um Gol cinza, placa JGM 0815. De acordo com o motorista, Danilo Rodrigues Diniz, a vítima tentava atravessar fora da faixa de pedestre. "Eu vinha na faixa da direita, quando, de repente, o homem surgiu na frente e não deu tempo de frear".

Créditos: Correio Braziliense

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Insuficiência Respiratória Aguda devido a Intoxicação Exógena - Brasília/DF






Em 09 de dezembro de 2009 a equipe de resgate PRF/ SAMU  foi acionada para atender a paciente de 68 anos, sexo feminino, evoluindo com Insuficiência Respiratória Aguda devido a Intoxicação Exógena ( Lexotan e bebida alcoólica) associada a Broncoaspiração. O atendimento inicial (ABCD primário) foi realizado pela Unidade de Suporte Avançado Neonatal (USA-NEO) aonde foi detectado apenas Parada Respiratória. A equipe Aeromédica SAMU/PRF chegou logo em seguida para apoiar a USA-NEO e seguir com o atendimento.

No local a paciente encontrava-se em estado gravíssimo, inconsciente, em falência respiratória devido a grande quantidade de conteúdo gástrico particulado em via aérea superior e inferior. A intubação orotraqueal foi obtida após sequência rápida de intubação, e com certa dificudade devido a grande quantidade de conteúdo gástrico particulado na via aérea. Após obtenção da via aérea definitiva foi iniciado suporte ventilatório ( VC: 600ml, PEEP:5, FR: 15, FiO2:100%, Sat.O2 :95 a 98%), soroterapia e suporte hemodinâmico com Noradrenalina 10ml/h devido a instabilidade hemodinâmica. Devido a gravidade clínica e o risco de intercorrências durante o transporte aéreo, a paciente foi removida por via terrestre ao Hospital Regional da Asa Norte com sucesso.


Acionamento: 16:40h;

Ocorrência severa: Parada Cardiorrespiratória;
Local da Ocorrência: SQN 407, BLOCO: Q, ASA NORTE;
Chegada ao Local: 16:44h

Agradecimentos:

Unidade de Suporte Avançado Neonatal
Enfª./SAMU: Lúcia
Condutor/SAMU: Vilarinho
Polícia Militar do Distrito Federal

Créditos:

a) Tripulação Técnica:

Cmte PRF- Carlos Eduardo Silva das Neves, DAC 958058  e Operador de Equipamentos Especiais PRF - Sóstenes C. Mourão Santiago.

b) Tripulação de Cabine:

Carlos Ernesto, CRM  12495 - Pediatra.
Mônica Libardi - COREN 47631 - Enfermeira.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Transporte de Recém-nascido com menos de 24 horas de vida apresentando Insuficiência Respiratória Aguda - Cidade Ocidental/GO - Anápolis/GO

  


Ocorrência em 01.12.09:

A - Informes chegado à Central de Regulação SAMU-PRF, complementado pelo profissional assistente: “... recém-nascido (primogênito) à termo (40 semanas ± 2 dias pelo ECO/ 39 semanas ± 5 dias pela DUM), sexo feminino, peso 3,5kg, de parto cesárea, circular cervical de cordão umbilical (uma), envolto em líquido meconial (2+/4+), APGAR 8 ( primeiro minuto) e 9 ( quinto minuto), 6 horas de vida, com suspeita de aspiração meconial, evoluindo com desconforto respiratório, sendo admitido em incubadora aquecida, inicialmente no Hood, com glicemia capilares seriadas de 59, 73 e 103 mg/dl, após infusão EV de 30 ml SG10%, que perdera a patência. No momento em respiração espontânea, oxigênio livre na incubadora aquecida, devendo ser removida do Hospital Santa Maria, Cidade Ocidental - Goiás, para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Santa Casa em Anápolis - Goiás

B - Ocorrência: SAMU - GO regulada com SAMU-DF solicitando remoção do paciente do Hospital Santa Maria, Cidade Ocidental, Goiás, para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Santa Casa em Anápolis, Goiás.

C - Operacionalidade: planejamento operacional voltado à integração interinstitucional: 1- ponto de partida da aeronave: Hangar-base da Polícia Rodoviária do Federal – Aeroporto Internacional JK em Brasília, aeronave de asa rotativa simples modelo BELL 407 ; 2- ponto de pouso para atendimento: proximidades do Hospital de origem da ocorrência com suportes da Polícia Militar local (Estado de Goiás) e de Unidade de Suporte Avançado terrestre do SAMU-192 Goiás (Entorno Sul de Brasília); 3 -ponto de pouso destino: proximidades do Hospital de destino com suportes da Polícia Militar local (Estado de Goiás) e de Unidade de Suporte Avançado terrestre do SAMU-192 Goiás (Anápolis).

D - Avaliação Médica da paciente no local de origem: recém-nascido com desconforto respiratório importante, oxigênio livre na incubadora aquecida; acianótico; desidratado (+/4+); batimento de asa de nariz; taquidispneico com pausas respiratórias (FR: 64 irpm; tiragens intercostais e subcostais); ausculta de tórax com roncos pulmonares, bulhas cardíacas normofonéticas, sem sopros, ritmo regular; discreta sialorréia; abdome com ruídos hidroaéreos, pequena distensão e ânus pérveo; membros ativos; diurese em fralda pediátrica;





E - Procedimento médico inicial: avaliação clínica intra-hospitalar, monitorização multiparamétrica padrão (ECGC, SPO2); intervenção com sondagem nasogástica (n̊ 6), cateterização emergencial de veia umbilical sob técnica asséptica com sonda n.° 06 e instalação de hidratação (fase rápida com SF0,9% 20ml/kg), intubação orotraqueal após expansão volêmica (TOT 3.5mm DI; indução com Atropina EV 0,07 mg, Midazolam EV 1,0 mg, complementado com 0,5 mg, Succinilcolina EV 4,0mg); ventilação inicial em BVM neonatal com reservatório de 02, e depois com o CFR® (PI:20, PEEP: 5, FR:+/-40irm, fluxo de 5l/min; manutenção da hidratação em bomba de infusão ANNE® (Taxa de Infusão de glicose 5,5mg/kg/min, Volume 80ml/kg/dia); instalação de sedoanalgesia (Midazolam 0,01mg/kg/h; fentanil 0,02µg/kg/m).



F - Procedimento operacional:

1- Inicial: posicionamento, inicial, do paciente em berço de acrílico, acolchoado; monitorização multiparamétrica padrão X-treme pack ZOLL® continua; manutenção da sedoanalgesia em bomba de infusão ANNE® (1 ml/h); manutenção da ventilação mecânica em CFR® (PI:20, PEEP: 5 FR:+/-40irm, fluxo de 5l/min); proteção auditiva do paciente com algodão e abafador de ouvido padrão da aeronave; passagem do paciente a unidade de Suporte Avançado terrestre SAMU-192 Goiás; passagem do paciente a Unidade de Suporte Avançado aéreo SAMU-192-DF/Polícia Rodoviária Federal – Brasília Aeronave BELL 407; Coordenação de Cabina (CRM);
2 - Recursos aeromédicos em vôo: CRM, monitorização multiparamétrica padrão X-treme pack ZOLL® continua; manutenção da sedoanalgesia em bomba de infusão ANNE (1 ml/h); manutenção da ventilação mecânica em CFR - PI:20, PEEP: 5 FR:+/-40irm, fluxo de 5l/min ;
3 - Comportamento do paciente em vôo: regular, sem instabilidades, exceto pequenas oscilações da freqüência cardíaca;
4 - Desembarque: regular, com passagem do paciente a incubadora aquecida na Unidade de Suporte Avançado terrestre SAMU-192- Goiás (Anapólis) e, em seguida, a Unidade de Terapia Intensiva de destino.

G - Finalização da Ocorrência: dentro da regularidade.

H - Aprendizado desta Ocorrência:

1 – o planejamento operacional em ocorrências interinstitucionais dinamiza, qualifica e produz maior segurança no desenvolvimento nas ocorrências envolvendo atendimento aeromédico;
2 – paciente pediátricos, inclusive neonatos, são potenciais clientes de nosso serviços;
3 – os recursos aeromédicos também têm que serem projetados para este público especial (exp.: incubadoras; abafadores de ouvido etc);
4 – a equipe aeromédica tem de avaliar e minimizar o impacto da vibrações/ruídos produzidos pela aeronave nos equipamentos e na integridade do paciente, que no caso concreto, focalizou , entre outros, a proteção auditiva do recém-nato;
5 - a bomba ANNE® se mostra eficaz como forma de administração precisa de líquidos e/ou drogas que necessitem de ajuste preciso em sua administração;

I - O Raio de Ação:

Visualização da região abrangida no planejamento desta ocorrência, podemos analisar as distâncias entre as cidades, a diferença de tempo entre o transporte terrestre e aeromédico e principalmente o raio de cobertura da aeronave para realização de remoções e resgates.




Declaração da Equipe: O relato da operação constitui –se numa fonte de documentação da ações desenvolvidas dentro do Serviço Aeromédico SAMU-DF/PRF, objetivando a promoção do aprendizado e da qualificação técnico-científica de seus profissionais, e esta de acordo com resolução CFM 1605/2000; CRM-PR 148/2006;

Agradecimentos:

SAMU-GO- Entorno Sul do Distrito Federal;
SAMU-GO – Anápolis;
Polícia Militar do Estado de Goiás – Cidade Ocidental
Polícia Militar do Estado de Goiás – Anápolis.

Créditos:

a) Tripulação Técnica:

Cmte - Jeferson Antônio Espíndola - DAC 102197, Operador de Equipamentos Especiais - Sóstenes C. Mourão Santiago.

b) Tripulação de Cabine:

Carlos Ernesto , CRM-DF 12495 – Pediatra;
Glayson Verner, CRM-DF 11806 – Anestesiologista;
Marcos Machado, COREN-DF 151619 – Enfermeiro.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Uma breve história da ressuscitação cardiopulmonar - Guimarães HP, Lane JC, Flato UAP e col.

Rev Bras Clin Med, 2009;7:177-187                                                            MEDICINA DE URGÊNCIA        

Uma breve história da ressuscitação cardiopulmonar*
The short history of cardiopulmonary resuscitation
Hélio Penna Guimarães1,2,3, John Cook Lane4, Uri Adrian Prync Flato3,5, AriTimerman6, Renato Delascio Lopes1,3,7
*Recebido da UTI da Disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Fundação Centro Médico de Campinas, SP.

RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: É grande o número de artigos científicos e descrições fascinantes publicados, descrevendo as primeiras técnicas de reanimação/ressuscitação cardiopulmonar e sua evolução; as ações fundamentais atuais estão fortemente baseadas nesta evolução do conhecimento sobre mecânica de compressões torácicas e aplicabilidade da desfibrilação. Este artigo é o primeiro de uma série que tem por objetivo apresentar uma revisão narrativa histórica de algumas das maiores contribuições na área da ressuscitação cardiopulmonar, delineando uma breve síntese deste rico capítulo da história da Medicina de urgência.
CONTEÚDO: Foram selecionados 405 artigos na base de dados Medline (1969-2009), por meio das palavras-chave: ressuscitação cardiopulmonar, parada cardiorrespiratória, parada cardíaca e história. Adicionalmente, referencias desses artigos, capítulos de livros e artigos históricos fornecidos pelo arquivo pessoal dos próprios autores foram também incluídos para esta revisão. Consideraram-se artigos de revisão em inglês, português, alemão, francês e espanhol.