As apreensões de drogas consideradas alucinógenas (maconha e cocaína) praticamente dobraram em Mato Grosso do Sul em 2010 quando comparadas as números registrados em 2009. O balanço foi apresentado hoje pelo inspetor Airton Motti Júnior, chefe do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal ao participar do programa Bom Dia Mega Notícias – Mega 94 FM.
De acordo com o inspetor, em nove meses de atuação da PRF nas rodovias que são utilizadas para o tráfico de drogas as incursões dos patrulheiros resultaram na apreensão de mil e trezentos quilos de cocaína e 29 toneladas de maconha. Apesar da presença, da atuação constante e rigorosa da PRF, disse que o tráfico tem sido cada vez mais crescente.
Motti Júnior atribui a estruturação das quadrilhas que utilizam as rodovias federais como rota para o tráfico o volume cada vez mais crescente das apreensões no Estado, além do aumento do consumo nas regiões Centro Oeste e Sudeste do país.
Outro fator mencionado pelo chefe do Núcleo de Operações Especiais da PRF é a falsa sensação de lucro fácil por parte de algumas pessoas que por estarem desempregadas acabam apelando para o submundo do crime.
Segundo o inspetor, as grandes quadrilhas operam com a finalidade de levantarem dinheiro que posteriormente será empregado no planejamento e consumação de assaltos a bancos e transportes de cargas, além de sequestros nas grandes capitais.
As pessoas envolvidas em crimes dessa natureza, conforme observação feita pelo inspetor, quando presas em flagrante e levadas a julgamento na maioria das vezes são condenadas a penas que variam de cinco a 10 anos de prisão.
Sobre os resultados recentes, Motti Júnior explicou que a Polícia Rodoviária Federal dispõe além de patrulheiros experientes e preparados para o exercício da profissão, de equipamentos modernos, cães farejadores, um helicóptero, e, principalmente, tem feito uso do serviço de inteligência para quebrar a estrutura das grandes quadrilhas.
As apreensões que são realizadas em Mato Grosso do Sul, conforme levantamento da PRF impede que o produto chegue até os grandes centros consumidores tais como Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina.
CARONA
Por conta do que vem ocorrendo em Mato Grosso do Sul, a PRF desaconselha o motorista de oferecer carona em função do volume de tráfico e dos assaltos com a participação de mulheres, principalmente. “O cidadão bem intencionado, solidário, não sabe quem ele está levando. A carona na maioria das vezes é usada para camuflar o tráfico ou serve de isca para assalto”, alertou o inspetor.
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