sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Transporte vítima com fratura de fêmur, bacia e braço em estado grave - Municipio de Igarassu/PE.



No dia 29/01/2010 às 13:40h, quando em plantão aeromédico no Hangar da Polícia Rodoviária Federal, a tripulação da aeronave BELL-407 composta do Comandante, Operador de Equipamentos Especiais-OEE e equipe do SAMU de prontidão nesta aeronave, médico e enfermeira, após coordenação com a central regulação do SAMU, foi deslocada até a BR-101, nas proximidades da Ondunorte, em Igarassu (PE), para resgatar uma vítma de, 54 anos, sexo femino, vítima de uma colisão frontal envolvendo um automóvel e um caminhão. A vítima, motorista do automóvel, estava presa nas ferragens, apresentando fraturas de fêmur, bacia e braço esquerdo, além de possível TCE (Trauma Crânio-Encefálico). Após estabilizada, ela foi helitransportada até o heliponto do hospital Esperança, onde foi recebida e encaminhada para sala de cirurgia.

Tempo de deslocamento até o local: 06 min.
Tempo de deslocamento até o hospital Esperança: 05 min

Créditos: Equipe de Resgate Aéreo Base DOA/NE.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ministério da Saúde lança tecnologia de ponta que chega as ambulâncias do SAMU e Helicóptero da PRF em Brasília/DF.

Diagnóstico obtido por sistema digital diminui o tempo de atendimento a pacientes cardíacos do SUS. Agilidade reduz incidência de mortes em até 20%


Luís Oliveira/MS

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão e o diretor-geral do Hospital do Coração (HCor), Dr. Adib Jatene lançaram nesta quinta-feira (28), o Sistema Tele-Eletrocardiografia Digital, tecnologia de ponta que vai ajudar a salvar vítimas de doenças cardiovasculares graves, como infarto e arritmia. O serviço estará disponível nas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e atenderá os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O Sistema Tele-Eletrocardiografia Digital permite ao profissional de saúde obter um diagnóstico mais preciso do paciente ainda em casa, antes do deslocamento para o hospital. O procedimento pode reduzir em até 20% o número de mortes por doenças do coração.

Cada ambulância do SAMU será equipada com um pequeno aparelho (tele-eletrocardiógrafo digital portátil) capaz de transmitir o eletrocardiograma via telefonia celular ou mesmo por telefone fixo. O exame realizado no paciente em sua residência ou na ambulância é transmitido para a internet e analisado na central de Telemedicina do Hospital do Coração (HCor). O laudo retorna para a ambulância de origem. Todo esse processo dura, em média, cinco minutos. A central dispõe de 16 médicos para a leitura dos eletrocardiogramas do SAMU 24 horas por dia. Além disso, o médico que está atendendo o paciente pode discutir o caso com os especialistas de apoio no HCor. O trabalho é realizado diariamente em tempo real.

O serviço é de extrema importância para a população brasileira atendida pelo Serviço de Urgência e Emergência. Ele alia conhecimento médico com tecnologia de ponta. Permite agilidade, precisão e redução do tempo de atendimento, diminuindo as sequelas e mortes por doenças cardiovasculares, explicou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante o lançamento do Sistema, em Brasília. É como se cada ambulância do SAMU que dispõe de médico tivesse um cardiologista orientando. Se o resultado do eletrocardiograma recebido confirmar o enfarto, toda orientação de medicação e de encaminhar o paciente para o hospital já é feita, ou seja, ganha-se muito tempo no atendimento do paciente, ressaltou.


Luís Oliveira/MS

O projeto-piloto do Ministério da Saúde é uma parceria com o HCor, que detém a tecnologia digital, e faz parte da iniciativa Hospitais de Excelência a serviço do SUS, lançado pelo governo federal em 2008. O serviço que foi assumido pelo Hcor como parte dos projetos de filantropia, por meio do projeto Hospitais de Excelência. Ele descentraliza os atendimentos nos hospitais e universaliza o acesso no SUS. Os recursos de inseção de impostos dos hospitais de excelência são integralmente investidos no sistema público ressaltou o diretor-geral do Hcor, Dr. Adib Jatene.

Os benefícios diretos dessa tecnologia são a redução do tempo de atendimento, a análise mais apurada do quadro do paciente e a realização de uma triagem ainda na casa da pessoa ou na ambulância, para o encaminhamento mais ágil ao chegar a um hospital. Estudo publicado na revista Circulation estima que metade das mortes por infarto ocorre nas primeiras duas horas e que, a cada 30 minutos perdidos no atendimento, o risco de mortalidade aumenta em 7%.

FUNCIONAMENTO - Na primeira fase do projeto do Ministério da Saúde e do HCor, foram adquiridos 450 kits com eletrocardiógrafos e telefones celulares. Um kit serve uma ambulância. No momento, o serviço está em 37 cidades de dez estados brasileiros (veja quadro abaixo). Por enquanto, 86 kits já estão em funcionamento ou em fase de instalação. Até o dia 19 de janeiro, foram realizados 243 atendimentos com o apoio do sistema, nos estados onde funciona o serviço.

A meta é expandir essa tecnologia para todas as 147 centrais de regulação do SAMU, que abrangem 1.347 municípios e alcançam cerca de 106 milhões de pessoas em todo o Brasil. Os kits são destinados prioritariamente às ambulâncias de suporte avançado. Atualmente, existem no SAMU 326 veículos desse tipo. O Ministério da Saúde tem 1.445 ambulâncias em funcionamento e comprou, em 2009, mais 1.850 novas unidades móveis, que circularão em todos os estados e no Distrito Federal em 2010, beneficiando mais de 90% da população brasileira. Estamos em plena universalização do SAMU. Com as novas ambulâncias, vamos ampliar o acesso da população ao Serviço de Urgência e Emergência, ressaltou o ministro.

Esse diagnóstico digital permite a segunda opinião de um especialista em cardiologia e, consequentemente, maior segurança e precisão no diagnóstico e tratamento. Pesquisas internacionais mostram que a interpretação de um eletrocardiograma realizado por um cardiologista (em vez de um médico generalista) reduz de 9% para 5% o número de infartos não-diagnosticados.

Os investimentos no projeto do Sistema de Tele-Eletrocardiografia Digital são de R$ 6,9 milhões em três anos, aplicados na compra de aparelhos, treinamento de equipes do SAMU e manutenção de equipamentos.

AVANÇO - Alguns países da Europa, como a Itália, utilizam tecnologias a distância para acelerar o tratamento de pessoas cardíacas. A revista científica Cardiovasc Med (Hagerstown) divulgou, em 2008, que os pacientes atendidos com o apoio de um sistema de tele-eletrocardiograma reduziu de 148 para 81 minutos o tempo total de atendimento. Outra publicação científica Am J Cardiol informou que, na Dinamarca, o tempo para encaminhar o tratamento adequado foi reduzido de 127 para 74 minutos.

O serviço também vai melhorar a gestão do atendimento na rede hospitalar do SUS. Muitos pacientes que apresentam dor no peito não têm necessariamente doença cardiovascular ou não precisam ser internados. Nos Estados Unidos, a ausência de triagem correta é responsável por cerca de cinco a oito bilhões de dólares de gastos desnecessários por ano. O diagnóstico eficiente pode evitar que essas pessoas sejam hospitalizadas desnecessariamente.

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE TELE-ELETROCARDIOGRAMA DIGITAL

1. O médico ou o enfermeiro conecta os eletrodos no peito do paciente;

2. O tele-eletrocardiógrafo (aparelho decodificador digital portátil) capta e grava a frequência cardíaca do paciente em apenas dez segundos;

3. O profissional de saúde entra em contato com a Central do HCor por um telefone 0800 e informa os dados do paciente, como nome completo, RG, data de nascimento, antecedentes e sintomas;

4. Repassadas essas informações, o atendente do HCor dá o OK para a transmissão do eletrocardiograma. O exame gravado no aparelho portátil é decodificado em sinais sonoros e transmitido ao HCor por um celular (smartphone), aparelho que permite a transferência de dados em alta velocidade;

5. A Central recebe os sinais, que são decodificados para o traçado do eletrocardiograma, no computador. O tempo total estimado do trâmite é, em média, de cinco minutos;

6. Os cardiologistas do Hcor analisam o exame, elaboram o diagnóstico e o enviam com sugestões de tratamento adequado;

7. O profissional de saúde, que está na casa do paciente ou na ambulância, recebe a informação em formato de mensagem de e-mail. O laudo também é repassado automaticamente para o médico da central de regulação do SAMU local;

8. Pela tela do celular, é possível visualizar o traçado do eletrocardiograma e todas as outras informações sobre o tratamento do paciente. O sistema digital permite o aumento da amplitude do traçado em até 4 vezes

Se achar necessário, o profissional de saúde pode retornar a ligação para o HCor. O médico do hospital estará disponível para discutir e sugerir condutas baseadas em evidências científicas. Todos os dados são arquivados em bancos de dados com sigilo e segurança, conforme recomendações internacionais e do Conselho Federal de Medicina.

DOENÇAS DO CORAÇÃO NO BRASIL E NO MUNDO

Estudo do Ministério da Saúde constatou que as doenças do coração, como o infarto, e o acidente vascular cerebral (AVC), são a principal causa de morte no Brasil. Essas doenças mataram cerca de 300 mil pessoas em 2006, quase 30% do total de óbitos registrados. Entre 1990 e 2006, houve queda de 20,5% no número de mortes de doenças do coração e AVC no país. No mundo, elas também são as principais causadoras de morte. Em 2005, foram responsáveis por 30% dos óbitos em todo o planeta - o que significa a morte de 17,4 milhões de pessoas por ano.

SAIBA MAIS: PROJETO HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS

O sistema Tele-Eletrocardiografia digital faz parte do projeto Hospitais de Excelência a Serviço do SUS. É uma parceria firmada em 2008 entre o Ministério da Saúde e seis hospitais de referência para humanizar e melhorar o atendimento aos pacientes do SUS. O convênio com esses hospitais envolve a aquisição de novas tecnologias, capacitação profissional, pesquisas e consultorias na área de gestão com a cooperação de hospitais do país de reconhecimento nacional e internacional. A parceria prevê o desenvolvimento de 114 projetos em três anos.

PESQUISA INÉDITA

O Sistema Tele-eletrocardiografia digital vai permitir ainda a produção de uma pesquisa inédita no país. Com as informações registradas nos computadores centrais do sistema, será possível levantar dados sobre o tempo de atendimento dos pacientes, número real de casos, gravidade das doenças e impacto na redução das complicações clínicas e da segunda opinião de especialistas. O estudo será coordenado pelo HCor e deve começar ainda neste semestre. A previsão é que os primeiros dados sejam divulgados no segundo semestre deste ano.

Créditos e outras informações:
Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde
(61) 3315 3580 e 3315 2351

Colaboração: Cmte Jeferson Antonio Espindola Anac 102197

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Transporte aeromédico - Parte 3



REQUISITOS

Tripulação

O transporte aeromédico requer uma tripulação experiente e altamente treinada para emergências médicas, bem como material e equipamentos especializados para lidar com qualquer emergência. Em ambas as modalidades do transporte aeromédico é imprescindível a presença de um médico, de um piloto e de um enfermeiro a bordo. Quando a remoção é feita sem equipamento avançado de vida, o enfermeiro pode ser substituído por um técnico de enfermagem. O médico tem a função de avaliar a situação do paciente e estabelecer os cuidados que lhe devem ser administrados tanto no local como na unidade de saúde. Por sua vez, o enfermeiro deve, não só actuar em conjunto com o médico, durante as intervenções de emergência, como também, caso seja necessário, administrar medicações, realizar curativos, imobilizações de fracturas ou prestar qualquer outro tipo de cuidado específico. Todos os cuidados prestados devem ser avaliados e registada a evolução do paciente, tarefa que também deve ser realizada pelo enfermeiro de bordo. Outro tipo de funções do enfermeiro de bordo é o manuseamento dos equipamentos e assegurar-se da sua manutenção, o controlo e reposição de medicamentos e proporcionar ao paciente conforto e apoio psicológico.

O ambiente de trabalho no transporte aeromédico é bastante limitado, o que impõe diversas condições aos pacientes e à tripulação que influenciam os cuidados prestados aos pacientes. Deste modo é importante que toda a tripulação esteja bem treinada, que conheça a fisologia de voo e altitude e as suas complicações.

As exigências mínimas para a escolha das tripulações são:

Agilidade física;
Capacidade para suportar a fadiga;
Competência técnica;
Boa condição física;
Curso básico de transporte aeromédico;
Curso básico de sobrevivência;
Curso de manobras de suporte avançado à vida;
Curso e exercício simulado de emergência anual;
Dedicação;
Entusiasmo;
Características antropométricas adequadas;
Experiência em boa comunicação;
Experiência profissional;
Facilidade para ensinar;
Flexibilidade;
Liderança;
Motivação;
Operacionalidade e sistematização;
Resposta satisfatória ao stress;
Tato e sensibilidade.
Equipamentos e materiais

É importante que os equipamentos e materiais cumpram certos requisitos, para que a sua função seja bem desempenhada e para que estes sejam duráveis, pois são equipamentos de elevado custo económico. Alguns desses requisitos são:

Estarem calibrados ou virem acompanhados de um protocolo de calibragem;
Não podem interferir nas ondas electromagnéticas dos equipamentos de navegação aérea;
Não pode interferir nos equipamentos de comunicação aérea;
Devem passar por inspecções (checks) diárias de rotina;
Devem passar por inspecções periódicas (manutenção preventiva) de engenheiros biomédicos;
Devem possuir documentação do registo de toda e qualquer manipulação feita nos equipamentos/materiais, quer seja em atendimento, limpeza/desinfecção, treino e/ou manutenção;
Devem possuir indicações para cuidados e manipulações adequadas, a fim de se manter o bom desempenho durante o voo;
Devem ser capazes de carregar baterias extras disponíveis para o equipamento que utiliza substituição de baterias;
Devem ser capazes de operar tanto com bateria como com alternador de corrente;
Devem ser confiáveis;
Devem ser duráveis o suficiente para suportar os elementos traumáticos do ambiente aeronáutico;
Devem ser de uma fácil reparação;
Devem ser facilmente desmontáveis para limpeza e desinfecção;
Devem ser facilmente montados e fixados;
Devem ser facilmente submetidos à manutenção;
Devem ser laváveis;
Devem ser leves, pequenos e com máxima autonomia;
Devem ter um bom desempenho em temperaturas extremas;
Devem ter um bom desempenho nas variações de altitude.

COORDENAÇÀO DE CABINE

A coordenação de cabine (crew coordination) tem por base um conjunto de princípios que devem ser seguidos, para que haja uma sintonia entre os elementos da tripulação. Estes princípios são também importantes, na medida que facilitam os procedimentos durante o transporte aeromédico, permitindo que este ocorra sem qualquer tipo de incidentes. A coordenação de cabina baseia-se em:

Procurar uma atualização continua, de forma a orientar a tripulação;
Colocar e retirar luvas, com técnica asséptica;
Conhecer e executar a limpeza e a desinfecção, conforme protocolos vigentes na empresa;
Fornecer informações básicas aos acompanhantes quanto à aeronave, saídas de emergência, distúrbios fisiológicos durante o voo, áreas de circulação e áreas restritas;
Distribuir de uma forma uniforme, toda a carga a bordo das aeronaves, alertando a tripulação para alterações em voo ou em solo, dependendo da patologia do paciente em cada voo;
Evitar manifestar-se em público sobre erros ocorridos a bordo;
Utilizar, com habilidade, a manipulação de material de emergência, incluindo extintores, transmissores de emergência (ELTS) e demais equipamentos disponíveis para essas situações;
Executar, com habilidade, equipamentos de comunicação e intercomunicação;
Executar embarques e desembarques de pacientes com os rotores ou motores em funcionamento;
Fixar e retirar os itens aeromédicos, conforme homologação autorizada;
Informar a gravidade da patologia do aerotransportado ou agravamento na evolução da situação durante o transporte aeromédico, para que os casos especiais sejam tratados com a devida atenção;
Informar todos os tripulantes sobre o uso de aparelhos e equipamentos a bordo, tais como cardioversores (no caso de paragem cardíaca), computadores, telemóveis, para evitar interferências no sistema de navegação aérea;
Manipular, com técnica asséptica, os materiais esterilizados;
Manipular os kits e os materiais aeromédicos, com técnica asséptica;
Manipular os itens do kits e materiais aeromédicos, efectuando uma montagem e desmontagem de todos os seus itens ;
Observar com rigor todos os protocolos de assistência aeromédica e protocolos da empresa;
Observar os procedimentos técnicos de cada profissão, para que não haja interferências indevidas a bordo; evitar principalmente comunicações desnecessárias com o piloto aeromédico durante aterragens, descolagens e subidas;
Respeitar, conscientemente, a função de cada elemento da tripulação, executando as suas funções com segurança, competência técnica, clareza, habilidade e qualidade;
Se houver necessidade de improvisar alguma técnica médica não prevista, esta deve ser feita sempre com consciência e consenso, pois esta implicará um envolvimento de toda a tripulação caso existam danos posteriores;
Realizar simulações periódicas de emergência médica a bordo e no solo;
Tratar os incidentes críticos em reuniões de briefing;
Treinar em conjunto, periodicamente, em ambiente hospitalar, previamente autorizado;
Treinar em conjunto, continuadamente, na empresa;
Treinar em conjunto, continuadamente, nos aeródromos para emergências aeroportuárias;
Usar a desmobilização somente em último caso, e, quando for preciso, deve ser feita com tato, segurança e técnica.

Créditos Transporte aeromédico 1, 2, e 3: http://pt.wikipedia.org/

Colaboração: Cmte Jeferson Antonio Espindola  - Anac 102197

Transporte aeromédico - Parte 2



MODALIDADES

O transporte aeromédico compreende duas modalidades básicas: o resgate e a remoção. O resgate consiste no transporte dos doentes desde o local da ocorrência do incidente até à unidade de saúde (transporte primário). Este transporte é feito através de equipamentos e de pessoal médico e paramédico especializado.

O transporte primário de pacientes é solicitado nas seguintes situações:

Locais de difícil acesso a ambulâncias;
Colisões frontais fora da localidade;
Encarceramentos em veículos;
Acidentes de viação a velocidades superiores a 30 km/h;
Quedas superiores a 6 metros ou ao terceiro andar de prédios;
Morte de algum ocupante;
Explosões;
Afogamentos ou acidentes de mergulho;
Exposições a produtos tóxicos;
Inalações ou queimaduras graves;
Lesões penetrantes na cabeça, pescoço ou tronco;
Fracturas na coluna vertebral, do fémur ou da pélvis (bacia);
Pressão arterial sistólica inferior a 95 mm Hg ou pulsação superior a 120 batimentos por minuto;
Perdas de sangue superiores a 1 litro;
Dificuldades respiratórias.

O atendimento e a estabilização inicial do paciente são feitas no local, seguidas do preparo e transporte para uma unidade de saúde ou hospital, previamente contactada pelo médico a bordo para estar devidamente preparada para continuar o atendimento do doente .



A remoção - transporte secundário é sempre feita entre unidades de saúde, quando o hospital onde se encontra o paciente não tem recursos humanos, diagnósticos ou terapêuticos necessários para o seu tratamento e desde que o paciente apresente condições para tal procedimento. A remoção é da responsabilidade do médico e envolve diversos aspectos, nomeadamente, éticos, logísticos, financeiros, técnicos, operacionais e legais. O prognóstico do paciente não deve ser comprometido com a remoção, e esta só pode ser efectuada com o consentimento ou do paciente (caso esteja consciente) ou do representante legal, que devem estar previamente esclarecidos sobre os seus riscos e benefícios.

Condições médicas e situações críticas necessárias de transporte aeromédico


Não existem regras específicas para requerer este tipo de transporte, pois cada paciente independentemente do seu estado de saúde, apresenta características singulares, que tornam impossível fazer qualquer tipo de comparações. No entanto podem-se considerar algumas condições em que os médicos possam preferir o transporte aeromédico. Algumas dessas condições podem ser de pacientes:

Com problemas respiratórios que necessitem de ventiladores;
Com problemas neurológicos que necessitem de monitorização intra-craniana;
Com traumatismos;
Com fracturas múltiplas;
Recentemente sujeitos a um transplante;
Da unidade de obstetrícia que necessitem de cuidados intensivos;
Da unidade de cuidados intensivos.

Se a vítima estiver consciente deve ser esclarecida quanto ao transporte. Se a vitima se encontrar em estado agitado deve ser sedada e contida, especialmente em helicópteros devido ao piloto e ao painel de controle estarem ao alcance da mesma;

As vítimas de traumas devem ser adequadamente imobilizadas;

O paciente deve ter no mínimo um acesso venoso calibroso (com jelco ou abocath – tipos de seringas). Os procedimentos invasivos devem ser realizados antes do embarque;

As medicações de urgência, com uso previsível para a situação, devem estar prontas para administração. O material para ventilação mecânica, aspiração e oxigenação deve encontrar-se em locais acessíveis. É desejável que se disponha de um aspirador manual portátil para as situações de falha do equipamento;

Estabelecer junto à vítima, antes do embarque, acessos, a fim de evitar eliminações a bordo tais como: hemorragias, fluidos, fisiológicas e secreções;

Antes do transporte, monitorizar a vítima com monitor cardíaco, oxímetro de pulso e monitor não invasivo de pressão arterial.

Fim Transporte Aeromédico Parte 2.

Transporte aeromédico - Parte 1



O transporte aeromédico consiste no resgate ou na remoção de doentes graves, por meio de helicópteros ou aeronaves, em locais que ambulâncias tradicionais não possam facilmente ou rapidamente alcançar (transporte primário), ou mesmo em situações em que o doente necessite de um transporte inter-hospitalar que seja mais adequado por via aérea (transporte secundário). É considerado um transporte seguro, e rápido, o que proporciona uma assistância quase imediata aos feridos/pacientes, podendo salvar muitas vidas. Por trás deste tipo de transporte, encontra-se uma tripulação competente e em sintonia, que cumpre determinados requisitos, e equipamentos e materiais especializados, que tornam possível que todo o transporte seja feito sem qualquer incidente.

A sofisticação do transporte aeromédico, depende das necessidades e das características de cada país. Uma das principais distinções diz respeito às dimensões territoriais, mas não só a extensão territorial é um factor importante. A distribuição populacional, a existência de povoações isoladas e o elevado número de acidentes rodoviários, também são características importantes.

As aeronaves sofreram uma grande transformação, passando de equipamentos rudimentares para helicópteros, jactos e aviões com equipamentos de alta tecnologia, de modo a poderem responder a qualquer tipo de situação.

Em média, são realizados nos Estados Unidos cerca de 16 mil transportes aeromédicos e no Brasil cerca de cinco a sete mil por ano. Em Portugal, desde que os helicópteros do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) entraram em funcionamento, até ao ano de 2007 terão sido realizados cerca de 4562 mil transportes aeromédicos

HISTÓRIA

Militar

Os primeiros dados históricos do transporte aeromédico datam de 1870, em Paris, durante a guerra Franco-Prussiana, em que o transporte de feridos era feito através de balões para o exterior de Paris. Os registos dos 67 balões, no entanto, não mencionam o transporte de feridos ou doentes. Mais tarde, em 1890, um médico holandês propôs que os feridos das batalhas fossem transportados em balões, mas também não existe qualquer tipo de documento que prove que tal proposta tenha sido executada. Apesar de, no início de 1900, Paul Bert (Pai da Fisologia da Altitude) ter efectuado experiências do efeito da altitude nos seres humanos, só com o advento do avião, em 1906, e já durante a Primeira Guerra Mundial, em 1916, há conhecimento da primeira remoção aérea, em rudimentares mono-motores. Desde cedo, estas evacuações aéreas mostraram resultados mais favoráveis na recuperação do paciente, em comparação com aqueles que eram transportados por via terrestre. Esta constatação foi o elemento impulsionador da construção de um avião que fosse capaz de transportar duas macas em vez de apenas uma. Em 1917, o French Dorand ARII já transportava feridos na frente de Amiens

Foi na Segunda Guerra Mundial, que surgiram unidades maiores que permitiam a inserção de uma equipa aeromédica com um médico e um enfermeiro a bordo. Em 1939 é inventado o helicóptero pelo engenheiro russo Igor I. Sikorsky, surgindo a modalidade de transporte com asa rotativa. Estes helicópteros conseguiam efectuar o transporte de dois feridos ao mesmo tempo e como tal, foram utilizados para transportar os feridos da Guerra da Coreia para os seus hospitais. Cerca de 17 mil feridos terão sido transportados entre 1951 e 1953. Com a evolução tecnológica, surgimento de desfibriladores, monitores e ventiladores mecânicos, o conflito do Vietname viu nascer as UTIs (Unidade de Tratamento Intensivo) aéreas. Os helicópteros presentes nesta guerra, só nos últimos três meses de 1965, realizaram cerca de 25 mil evacuações.


John Flynn - Reverendo e Aviador

Em 1911, o reverendo John Flynn iniciou a sua actividade na zona norte do Sul da Austrália, onde prestou trabalho missionário. Rapidamente, verificou que as pessoas das localidades do interior não conseguiam ter um fácil e rápido acesso às unidades de saúde ou a hospitais. Flynn fez desta situação o seu projecto de vida, mas apesar de demonstrar constantemente a necessidade de cuidados médicos no interior só em 1928 cumpriu o seu sonho.

A 15 de Maio de 1928 nasceu o Royal Flying Doctor Service. Esta entidade sem fins lucrativos começou a prestar serviço na área remota de Conclurry, Queensland, no continente australiano. O Royal Flying Doctor Service prestava não só assistência médica de urgência, como também cuidados primários a pessoas que não conseguiam ter acesso às unidades médicas ou aos hospitais devido a se encontrarem a grandes distâncias.


Marie Marvingt

No continente africano, Marie Marvingt , em 1934, realizou o primeiro transporte aeromédico. Além de ser a mais condecorada mulher na história francesa, Marie Marvingt foi também a primeira mulher em missões de combate, como piloto de bombardeiros. Era também uma enfermeira qualificada, especializada em medicina aeronáutica, o que fazia dela a candidata ideal para este serviço. O serviço médico foi, inicialmente, estabelecido em Marrocos que tinha, na altura, áreas muito isoladas.

Na América do Norte, o transporte aeromédico foi estabelecido pelo governo, em 1946, em Regina, Canadá. Apenas um ano mais tarde, em 1947, nascia, em Los Angeles, a Schaefer Air Service, fundada por J. Walter Schaefer, tornando-se, mais tarde, a primeira empresa, dos Estados Unidos, certificada pela Federal Aviation Administration (FAA).

Na Alemanha, o transporte aeromédico civil iniciou-se a 1 de Novembro de 1970, ao serviço do Hospital de Harlaching, em Munique. Este serviço teve um rápido crescimento e, em 1975, já possuía dez helicópteros, todos eles com o nome do santo padroeiro dos viajantes, São Cristóvão.

Em 1977, em Denver, Colorado, criou-se o primeiro hospital com plataforma de aterragem para helicópteros. Com o passar dos anos, os helicópteros foram evoluindo para aeronaves e em 1998 o Hospital de Bangkok permitiu, que qualquer paciente tivesse, independentemente do seu destino de viagem (Ásia ou Pacífico), tivesse acesso ao transporte aeromédico e à assistência médica aérea.

No Brasil e Portugal



O transporte aeromédico, no Brasil, teve início em 1950, no Pará, com a criação do Serviço de Busca e Salvamento (SAR), que tinha como principal função a localização de aeronaves e embarcações desaparecidas e o transporte de sobreviventes de acidentes aéreos e marítimos. Em 1988, foi criado o Grupo de Socorro de Emergência (GSE) que realizou, em sete anos, cerca de 1 200 remoções/resgates. Um ano depois, em São Paulo, foi estabelecido o Projecto Resgate com o objectivo de diminuir a mortalidade no resgate de vítimas em vias públicas. No inicio da década de 1990 começaram a surgir os serviços de transporte aeromédico particulares, com o objectivo de dar resposta às necessidades dos pacientes que se encontravam a grandes distancias de unidades hospitalares.

Em Portugal, o INEM dispõe de dois helicópteros próprios, um localizado no aeródromo de Tires, em Lisboa, outro no Hospital Pedro Hispano, no Porto e um terceiro, apenas em período nocturno, na zona Centro, do Serviço Nacional de Bombeiros, em Santa Comba Dão. Sempre que é necessário pode-se recorrer aos helicópteros da Força Aérea Portuguesa.

Fim - Transporte Aeromédico Parte 1

domingo, 24 de janeiro de 2010

Conhecendo um pouco da origem do Helicóptero.



Helicóptero (do grego ἔλιξ hélix (espiral) e πτέρυξ ptéryks (asa) é um tipo de aeronave de asas rotativas, mais pesada que o ar, propulsada por um ou mais rotores horizontais maiores (propulsores) que, quando girados pelo motor, criam sustentação e propulsão necessárias para o vôo. Devido ao fato de as pás do rotor girarem em torno de um mastro, são classificados como aeronave de asa rotativa, o que os distingue das aeronaves de asa-fixa convencional (avião). Em contraste com aeronaves de asa fixa, isso permite que o helicóptero possa decolar e pousar verticalmente, pairar e ir para frente, para trás e lateralmente. Esses atributos permitem aos helicópteros serem utilizado em áreas congestionadas ou isoladas em que as aeronaves de asa fixa não seriam capaz de pousar ou descolar. A capacidade de pairar por longos períodos de tempo e de decolagem e aterragem vertical permite aos helicópteros realizar tarefas que as aeronaves de asa fixa não podem executar.

Os helicópteros foram desenvolvidos e construídos durante a primeira metade de século XX, com alguma produção e alcance limitado, mas foi só em 1942 que um helicóptero projetado por Igor Sikorsky atingiu a produção em larga escala , com 131 aeronaves construídas.


A primeira idéia pouco prática de um helicóptero foi concebida por Leonardo da Vinci no século XV, mas esquecida até a invenção do avião no século XX.

Desenvolvedores como Louis Breguet, Paul Cornu, Juan de La Cierva y Codorniu, Émile Berliner, e Igor Sikorsky abriram caminho para este tipo de aeronave. O primeiro vôo bem-sucedido e registrado de um helicóptero ocorreu em 1907, realizado por Paul Cornu, na França. Entre 1920 e 1926 o Argentino Raul Panteras Pescaras fez varios testes aportando o desenvolvimento do ajuste angular das pas para melhor controle da futura aeronave. Porém, o primeiro vôo de um helicóptero completamente controlável foi demonstrado por Hanna Reitsch em 1937 em Berlim, Alemanha.

No início dos anos 40, Igor Sikorsky esteve na base do aparecimento do Sikorsky R4. Em 1946, foi lançada a produção do Bell 47B, que atingia uma velocidade de 140 km/h, com duas pessoas a bordo. Entretanto, no fim dos anos 50, os helicópteros começam a especializar-se e a desenvolver-se, atingindo velocidades de 260 km/h, com até 44 lugares a bordo.

Tornando-se um símbolo de poder, o helicóptero veio a ser também uma fonte de prestígio para determinados homens de negócios. Tudo começou quando a companhia norte-americana Bell não ganhou uma encomenda de helicópteros de observação, acabando, em 1965, por adaptar o projecto à área civil. Este helicóptero veio a ser um modelo popular entre os homens de negócios, apreciadores do conforto.

Helicóptero do tipo rotor gêmeo com uma porta de carga grande e de levantamento externo, e é usado para transportar pára-quedistas, evacuação de vítima, e para erguer cargas grandes.Nos anos 70, acabou por ser melhorado, readquirindo o seu interesse militar, pelo que foi vendido a forças armadas de todo o Mundo. Ainda no campo militar, surgiu o AH-64 Apache, que veio a constituir a base dos helicópteros modernos.

Na década de 90, surge o AgustaWestland EH101, um helicóptero diversificado que suporta o transporte de passageiros, operações militares e de salvamento no mar. Com as melhorias da tecnologia, o consumo de combustível baixou. Os níveis de ruído foram reduzidos, o mesmo sucedendo com as vibrações. Desta forma, passa também a haver um menor desgaste da estrutura.

Em termos militares, a fuselagem é feita de forma a diminuir as possibilidades de os helicópteros serem detectados por radares, tendo esta sido uma das preocupações dos engenheiros aeronáuticos durante os anos 90. Uma das possibilidades é fazer com que o helicóptero não emita uma quantidade elevada de calor, para não ser detectado por infra-vermelhos.

Desta forma, o helicóptero é um meio de transporte que tem evoluído. Depois de ter sido usado ora em termos civis, ora para fins militares, adquiriu um estatuto especial entre outras formas de transporte. Acaba, assim, por se revelar fundamental para situações de salvamento, de guerra ou mesmo como meio de transporte de luxo.

FINALIDADES

Os helicópteros têm utilizações militares e civis, como transporte de tropas, apoio de infantaria, apoio de fogos, operações entre navios, transporte de empresários, evacuação sanitária, guindaste aéreo, polícia e vigilância de civis, transportes de bens (alguns helicópteros podem levar cargas que podem ser lançadas de pára-quedas) etc.

Nas aeronaves convencionais, o perfil (formato da secção transversal) da asa (ou aerofólio) é projetado para defletir o ar para baixo com grande eficiência. Essa deflexão causa dois efeitos: uma reação contrária e uma diferença de pressão. A reação tem como princípio a terceira lei de Newton, e gera uma força contrária à deflexão, neste caso, para cima. A diferença de pressão, por sua vez, baseia-se no princípio de Bernoulli, onde o ar movimenta-se com maior velocidade na parte superior e menor na parte inferior do aerofólio. Isso causa respectivamente baixa e alta pressão. Essa diferença de pressão aliada com a reação à deflexão do ar causa a força de sustentação no aerofólio. No entanto, quanto maior a sustentação produzida, maior a força de arrasto gerado pelo aerofólio. O helicóptero faz uso do mesmo princípio, excetuando-se o fato de ao invés de mover a aeronave inteira, apenas as asas (pás, no caso de asas rotativas) é que se movimentam através do ar.



ESTABILIDADE

Dornier Do-32, um helicóptero para uso civil a estabilidade é inerente às aeronaves de asa-fixa. No caso de uma rajada de vento, ou uma perturbação nos comandos de vôo causar alguma variação na atitude da aeronave, seu desenho aerodinâmico tenderá a corrigir o movimento, voltando ao equilíbrio. Vários modelos de avião permitem ao piloto soltar os comandos em pleno vôo, mantendo-se no curso sem a ajuda de piloto automático. Em contraste, os helicópteros são muito instáveis. Um simples vôo pairado constantemente requer correções do piloto. Caso o helicóptero seja perturbado em alguma direção, ele tenderá a continuar aquele movimento até que o piloto o corrija na direção contrária. Pairar um helicóptero é semelhante a equilibrar um bastão na palma da mão.

Quase todos os ajustes que se faz em um dos comandos de vôo produzem efeitos que requerem compensações nos outros comandos. Movendo o cíclico à frente resulta em aumento da velocidade, mas em contrapartida também causa uma redução na sustentação, que por sua vez irá requerer mais efeito do coletivo para compensar essa perda. Aumentar o coletivo reduz a RPM do rotor por causar mais arrasto sobre as pás, requerendo a abertura da manete de potência do motor para manter a rotação constante. Se o motor está transferindo mais potência ao rotor, isso causará mais torque e irá requerer mais ação do rotor de cauda, o que é resolvido ajustando os pedais.

Helicópteros pequenos podem ser tão instáveis que pode ser impossível de o piloto soltar o manche cíclico durante o vôo. Enquanto nas aeronaves de asa-fixa o piloto senta à esquerda, nos helicópteros ocorre o inverso. Isso ocorre para que ..os pilotos de avião possam ajustar os rádios, manetes e outros controles com a mão direita. Nos helicópteros o piloto senta à direita para manter a mão mais forte (geralmente a direita) no cíclico o tempo inteiro, deixando os rádios e outros comandos para a mão esquerda, que pode ser retirada do coletivo durante o vôo.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Comparando com os aviões, os helicópteros são muito mais complexos, mais caros na compra e na manutenção e operam com reduzida velocidade, com pouca autonomia e com pouca capacidade de carga. A vantagem obtém-se na capacidade de manobra: helicópteros podem parar, inverter a trajetória e, acima de tudo, podem decolar e pousar com vôo vertical. Dependendo do reabastecimento e da quantidade de carga, um helicóptero pode viajar para qualquer lugar desde que haja espaço no local de aterrissagem.

TANDEM

Tandem são um tipo de helicóptero dotado de duas hélices, uma dianteira e uma traseira. Elas giram em sentido contrário uma a outra: a dianteira gira em sentido anti-horário e a traseira em sentido horário, sem que elas colidam entre si. Assim cada uma anula o efeito de torque produzido pela outra. Para que possa virar à direita, o rotor dianteiro move-se para a direita e o traseiro à esquerda, para virar a esquerda o rotor dianteiro vira para a esquerda e o traseiro, à direita. Os helicópteros Tandem, além de alcançarem grande velocidade, carregam quantidades maiores de peso

REFERÊNCIAS

1 - "helicopter". Online Etymology Dictionary. Retrieved: 28 November 2007
2 - Cottez 1980, p. 181.
3 - Munson 1968
4 - Hirschberg, Michael J. and David K. Dailey, "Sikorsky." US and Russian Helicopter Development In the 20th Century. American Helicopter Society, International. 7 July 2000


Colaboração: Cmte Jeferson Antonio Espindola -  Anac 102197.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

DOA/NE e SAMU efetuam resgate de vítimas de acidente envolvendo motocicleta na BR 408 KM 81 - Pernambuco.

No dia 21/01/2010 às 16:08h, quando em plantão aeromédico no Hangar da Polícia Rodoviária Federal, a tripulação da aeronave BELL-407 composta do Comandante, Operador de Equipamentos Especiais-OEE e equipe do SAMU de prontidão nesta aeronave, médico e enfermeira, após coordenação com a regulação do SAMU, foi deslocada até a BR 408 KM 81 em São Lourenço/PE, para efetuar resgate de vítima de acidente envolvendo motocicleta.



Uma viatura da PRF juntamente com o corpo de bombeiros chegaram ao local e verificaram a necessidade de acionamento do resgate aeromédico, chegando ao local foi efetuado a imobilização da vítima, que teve fratura no membro superior direito e apresentou perda de consciência no momento do acidente. Após isso a vítima foi helitransportada para o Campo do Derby, sendo removida para o Hospital da Restauração em Recife/PE.



Tempo de deslocamento até o local: 17 min.

Tempo de deslocamento até o Quartel do Derby: 17 min.

Créditos: Equipe Aeromédica da Base DOA/NE.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

UM BREVE HISTÓRICO DA DOA-SC.

As atividades de "Resgate Aéreo" em Santa Catarina, começaram com a "Operação Verão" da PRF em Dezembro de 2000, trabalhando em conjunto com o "Grupamento Aéreo" da PMSC (GRAER). Quando uma aerovane (BELL 407) foi deslocada para Florianópolis, permanecendo no estado até o dia 06-03-2001. Nesta primeira experiência, contamos com o apoio de "SOCORRISTAS" da 8a SPRF, sendo ofertado "Suporte Básico" no atendimento das ocorrências, que foram um total de setenta e cinco (75).


Na "Operação Verão" de 2001, novamente no Estado de Santa Catarina, desta vez nas instalações do Aero Clube de Santa Catarina (SSKT).


A atividade permaneceu até o dia 08-05-2002, quando a aeronave e equipe, foram levados para o RS.

No ano de 2003, foi instalada , em definitivo, a BASE DOA SC, em 17-07-2003, novamente no Aero Clube de Santa Catarina (SSKT). Ali permanecendo, realizando atividade de suporte básico, até dezembro de 2005.

Em 30-12-2005, iniciu-se a atividade de "Transpoete Aeromédico" na DOA-SC, após convênio do MJ e MS, onde os representantes são DOA-DPRF e SAMU. Com esta nova configuração de trabalho, passamos a servir a comunidade com "Suporte Avançado" no atendimento de ocorrências de trauma (acidentes rodoviários) e transporte inter-hospitalar.

Passam a fazer parte da equipe, um Médico(a) e um enfermeiro(a), além de equipamentos e medicamentos necessários ao etendimento de maior complexidade.


Em Maio de 2006, a BASE DOA SC, mudou-se para seu novo endereço, no KM 203 da BR 101, em Serraria, município de São José na região metropolitana de Florianópolis


Até o presente momento, já foram realizados 1072 atendimentos (primários e secundários), além de patrulhamento aéreo, transporte de autoridades e captação de órgãos para transplante.


Com a ajuda de "TODOS", estamos conseguindo prestar um serviço de qualidade a toda a comunidade da região sul do BRASIL.

sábado, 16 de janeiro de 2010

OPERAÇÃO SAMU 192 HAITI




Visite o Blog da Operação SAMU 192 Haiti e poste seu comentário.

http://samu192haiti.blogspot.com/

Transporte de paciente com TCE leve, fratura de acetábulo e luxação da articulação coxofemural direita - Sete Lagoas/MG para Brasília/DF.



Acionamento:

• Data: 11/01/2010 às 8:00h

• Missão: trasnporte Aeromédico de paciente localizado no Hospital Municipal de Sete Lagoas-MG com destino ao Hospital Regional de Taguatinga do Distrito Federal –Brasília.

• Tipo de Aeronave: Asa Fixa

Planejamento:


 A-B: Transporte terrestre pela Ambulância do município de Sete Lagoas-MG;
 B-C: Transporte Aéreo (asa fixa) pela equipe Aeromédica do SAMU e PRF-DOA;
 C-D: Transporte terrestre pelo SAMU, USA Central

Dia da Missão(12/01/2010):

• Decolagem de Brasília: 9:15h

• Pouso em Belo Horizonte: 11: 30h

• Decolagem de Belo Horizonte: 13:15h

• Pouso em Brasília: 15: 20h

Transporte Aeromédico

Paciente de 43 anos, natural do Distrito Federal, em trânsito no estado de Minas Gerais, com história de acidente automobilístico no dia 03/01/2010. Apresentou um TCE leve, fratura de acetábulo e luxação da articulação coxofemural direita. A vítima permaneceu internada por 9 dias no Hospital Municipal de Sete Lagoas e transferido via terrestre para o Aeroporto de Pampulha, Belo Horizonte, para transferência para o Hospital Regional de Taguatinga no Distrito Federal para realização de tratamento ortopédico definitivo.

Avaliação Inicial no Local

A) Via Aérea:

Ar ambiente, sem desconforto respiratório, Sat.O2:89%;

B) Respiração/Oxigenação:

Expansibilidade torácica satisfatória;

FR: 15 irm

MV diminuído, estertores em Base Pulmonar Esquerda;

C) Circulação:

Taquicardia leve, FC:135bpm, desidratação moderada, oligúria;

Perfusão central e periférica normal;

PA: 130/80 mmHg;

D) Avaliação Neurológica:

Responsivo, Algo confuso, Déficit cognitivo moderado e sem alterações motoras ;

Pupilas isocóricas, Reflexo Fotomotor Ausente;

Lesão de III par craniano;

ECG: 15.

E) Exposição e Controle Térmico

Fratura de punho esquerdo;

Fratura de acetábulo e luxação da articulação coxofemural direita sem imobilização;

Febre alta 39,9°C.

Diagnósticos Prováveis

1) TCE leve – lesão de III par craniano;

2) Fratura de punho esquerdo;

3) Fratura de acetábulo direito e luxação da articulação coxofemural direita;

4) Pneumonia bacteriana em Base Pulmonar Esquerda;

5) ITU associada à sonda vesical de demora;

Conduta no local

A) Via Aérea:

Decúbito dorsal, cabeça mediana, posição neutra

B) Respiração/Oxigenação:

Máscara nasal com reservatório , fluxo 5l/min

Sat.O2: 99%

C) Circulação:

Hidratação venosa: Ringer Lactato 1000mL + SF0,9% 1000mL

Correção da desidratação após soroterapia

FC: 95 a 100bpm

Diurese 250ml

D) Avaliação Neurológica:

Fenitoína 500mg EV lento(dose diária)

E) Exposição e Controle Térmico

Dipirona 3ml endovenoso

Controle da temperatura:37,8°C

Pranchamento, imobilização cervical e da coluna vertebral com “ blogs e cinto aranha”.

Transporte Aeromédico/Terrestre

O paciente aerotransportado evoluiu bem, com sinais vitais dentro da normalidade e sem apresentar intercorrências durante o vôo, chegando ao Aeroporto de Brasília por volta das 15:20h. Foi realizado desembarque do paciente da aeronave(asa fixa) e embarque na viatura terrestre do SAMU-USA Central , prosseguindo ao Hospital Regional de Taguatinga para tratamento Ortopédico definitivo.

Considerações Finais

• O Transporte Aeromédico é extremamente importante para o resgate, salvamento de vítimas e transporte de pacientes para os Hospitais de maior complexidade de todo o país;

Créditos:

Tripulação de Cabine:

- Cmte Daniel Magalhães Araujo - Anac - 105058
- Co-Piloto Eduardo da Silva Franco - Anac - 103124

Tripulação Técnica:

Carlos Ernesto , CRM-DF 12495
Suzana Fujika Suzuki - COREN - 79306

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

DOA resgate vítimas de acidente na BR-376 - Paraná.

Polícia Rodoviária Federal (PRF), por intermédio da Divisão de Operações Aéreas (DOA), resgatou na tarde desta segunda-feira (11/01) duas vítimas de um grave acidente ocorrido na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná.

Em Tijucas do Sul, mãe e filho ficaram presos nas ferragens depois que o veículo onde seguiam saiu da pista e colidiu contra várias árvores na BR-376. As vítimas foram atendidas ainda no local por socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e aerotransportadas para o Hospital Evangélico de Curitiba.

Sobre a DOA

Atuando no Paraná desde 2007, a DOA opera em conjunto com equipes de socorristas do SAMU realizando resgates em Curitiba e Região Metropolitana, podendo cobrir uma distância de 100 km da capital. O trabalho de resgate, que não é restrito aos casos de acidentes rodoviários, está disponível para toda a sociedade. Atualmente o helicóptero modelo Bell 407, de fabricação americana, é acionado não apenas por equipes operacionais terrestres da PRF, mas também pelo Corpo de Bombeiros, SAMU e pelo Serviço Integrado ao trauma em Emergência.
 
Fonte: Núcleo de Comunicação Social / DPRF / Paraná - data de Inserção: 12/01/2010.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

SAMU - ASTURIAS - ESPANHA.



EVACUADO AL HOSPITAL EN HELICOPTERO UN ENFERMO INCOMUNICADO POR LA NIEVE EN SU CASA DE BERDUCEDO EN POLA DE ALLANDE

Publicado por Tino Sanz en MIERES 19:32

La Morgal.-10/01/10 El Grupo de Rescate de Bomberos de Asturias a bordo del Helicóptero Medicalizado de Bomberos de Asturias ha trasladado, este mediodía, desde la localidad de Berducedo (Allande) hasta el Hospital Central de Asturias en Oviedo a un hombre que sufría una enfermedad pulmonar obstructiva. El afectado, un varón de unos 77 años de edad cuya identidad se corresponde con las iniciales A.H.F., fue evacuado en el Helicóptero de Bomberos de Asturias debido a que la nieve caída en la localidad y su estado de salud impedían el traslado por tierra. Según los datos facilitados por el Servicio de Atención Médica Urgente (SAMU), el paciente presentaba una bronquitis crónica con disnea. Su pronóstico, a expensas de más pruebas, es reservado. El Centro de Coordinación de Emergencias del 112-Asturias recibió el aviso a las 10.12 horas. En la llamada realizada por el equipo del SAMU solicitaban la intervención de Bomberos de Asturias para trasladar hasta la localidad de Berducedo a un equipo sanitario que pudiese prestar asistencia a una persona. En ese momento se movilizó a efectivos de Bomberos de Asturias con base en Cangas del Narcea que con un vehículo todoterreno, acudieron a recoger a una enfermera hasta Pola de Allande para luego llevarla al domicilio del enfermo. Con el paciente, se encontraba desde primera hora, un médico que había conseguido llegar al domicilio por sus propios medios. Además, el SAMU movilizó también a la ambulancia de Grandas de Salime para que se mantuviese a la espera en Pola de Allande porque no podía acceder más allá. Cuando los bomberos llegaron con la enfermera al domicilio del afectado, tanto el médico como la enfermera desaconsejaron el traslado por tierra ya que el hombre sufría disnea y no podía ser evacuado en el vehículo todoterreno. El paciente se desestabilizaba cuando no permanecía tumbado. En ese momento se solicitó la intervención del Grupo de Rescate de Bomberos de Asturias con el Helicóptero Medicalizado de Bomberos de Asturias que debido al mal tiempo tuvo que esperar hasta las 12.55 horas para salir de su base en La Morgal y llegar a Berducedo. Una vez en el lugar se evacuó al afectado, estabilizado, al HUCA donde permanece ingresado con pronóstico reservado. Finalizada la intervención el Grupo de Rescate regresó a su base en La Morgal a las 14.40 horas. Los efectivos de Bomberos de Asturias con base en Cangas del Narcea llegaron al parque a las 16.00 horas.

Origen de la noticia: BOMBEROS DE ASTURIAS
 
 
Asturias  - Espanha, situa-se junto ao Mar Cantábrico, na vertente norte da cordilheira Cantábrica. É limitada a Oeste pela Galiza, a Sul por Castela e Leão, a Este pela Cantábria e a Norte pelo Mar Cantábrico.



Sua costa é muito escarpada e recortada, formando praias, rias e cabos. Os rios são pouco extensos, mas de águas rápidas. Uma das áreas mais elevadas desta região corresponde aos Picos da Europa, que atingem os 2600 metros de altitude, e onde existe um parque natural. As suas principais cidades são Oviedo, capital da província, Gijón, Avilés, Langreo e Mieres onde se concentra a maior parte da população, contrastando com as áreas de "vazio humano" que correspondem às regiões montanhosas.



O idioma oficial é o castelhano. Também é usado o asturiano (asturianu ou bable), empregado fora das grandes cidades, majoritariamente nas zonas rurais. Tem proteção oficial no âmbito do Estatuto de Autonomia de Astúrias. É uma língua que deriva diretamente do latim. O primeiro texto que se conhece em asturiano é o Fueru d'Avilés, do ano 1085. O asturiano tem algumas variantes dentro do Principado. Após a queda do regime franquista, surgiu a necessidade de reavivar a língua asturiana. Em 1981 criou-se a Academia da Língua Asturiana (Academia de la Llingua Asturiana em asturiano) com vista ao estudo, defesa, conservação e divulgação do idioma.

Colaboraçao: Cmte Jeferson Antonio Espindola - DAC 102197 - Brazil.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Jovem de 18 anos - Socorrida pelo Helicóptero de PRF.



Em 04/01/2009, uma jovem de 18 anos, sem documentos de identificação, foi  atropelada no início da PR-407, em Pontal do Paraná, por volta de 14h de ontem. Ela foi socorrida e levada pelo helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF), até a pista de pouso do Parque Barigui, onde uma ambulância do Siate a encaminhou ao Hospital Evangélico.

Creditos: Equipe de Resgate da Base DOA/PR.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

UTI aérea fez 820 atendimentos na região de Curitiba e Litoral - Curitiba/PR



O prefeito Beto Richa renovou nesta terça-feira (22) o convênio com Polícia Rodoviária Federal do Paraná e Ministério da Saúde que permite o uso de helicóptero para atender vítimas de acidentes de trânsito em Curitiba e municípios da região. O convênio foi prorrogado até 2014.

"É um meio rápido e eficiente no salvamento de vidas humanas", destacou Richa. A aeronave, modelo Bell 407, é equipada como uma espécie de Unidade de Terapia Intensíva (UTI) móvel. A tripulação e parte dos enfermeiros são da Polícia Rodoviária. A equipe médica, medicamentos e a outra parte da enfermagem são disponibilizados pela Prefeitura de Curitiba, por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Em 30 meses de operação, a aeronave fez 820 atendimentos, na capital, região metropolitana e em municípios do Litoral do estado. O índice é o maior do Brasil. "Temos muito orgulho desse trabalho em parceria. As equipes são dedicadas e sérias na função de servir à população", destacou a superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Paraná, Alice Nascimento Souza.

No Brasil, apenas 10 cidades contam com o helicóptero da Polícia Rodoviária Federal para atendimento ao trânsito. A assinatura do convênio foi acompanhada também pelo superintendente substituto da Polícia Rodoviária Federal do Paraná, Adriano Furtado, pela diretora de Obras, Carla Filus e pelos secretários municipais de Governo, Rui Hara e de Projetos Especiais, Maurício Ferrante, além do presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Paraná, Ismael de Oliveira.
 
Créditos: http://www.bemparana.com.br/ -  Curitiba PR, 1 de Janeiro de 2010