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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Personagem Médico - Jornal de Medicina Fev/2011

Caselli abandonou a engenharia para ser médico

Trajetória inusitada:

"Decidi ser médico e trilhar o caminho da medicina de emergência. Hoje, não saberia fazer outra coisa"

O personagem médico desta edição trabalha em área considerada nevrálgicano atendimento à saúde: a emergência. O cirurgião-geral Rodrigo Caselli Belém, 37, tem uma trajetória profissional inusitada. Apaixonou-se primeiramente pelo atendimento pré-hospitalar; a seguir, decidiu cursar Medicina. Em 1991, quando acadêmico do curso de engenharia mecânica na Universidade de Brasília (UnB), ingressou como voluntário na Cruz Vermelha atuando principalmente com primeiros-socorros. A experiência o arrebatou. Dois anos depois, em 1993, era aluno de Medicina na UnB. "Não foi pretensão de infância. De repente, decidi ser médico e trilhar o caminho da medicina de emergência. Hoje, não saberia fazer outra coisa", conta.

Antes mesmo de se formar, em 1997, entrou para o Corpo de Bombeiros Voluntários de Nova Petrópolis (RS). Foram anos de treinamentos e plantões dentro e fora dos hospitais. Atualmente, completa cinco anos como coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Distrito Federal, atua como cirurgião-geral do Hospital de Base do Distrito Federal e plantonista nas unidades de suporte avançado (USA) do resgate aeromédico da base PRF/Samu, um tipo de trabalho só possível graças a um convênio nacional do Samu 192 com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além disso, é membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da European Society for Trauma and Emergency Surgery e da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado.

Ao lado de sua sala, aviões e helicópteros estão a postos como ferramentas fundamentais. Caselli explica que essas aeronaves correspondem a unidades de suporte avançado com equipamentos de UTI, prontas para ajudar a salvar vidas.

Caselli participou de uma série de resgates bem-sucedidos e também aprendeu a lidar com perdas: "Felizmente, os finais felizes ocorrem com mais frequência. Mas tem o outro lado da moeda: os pacientes que você perde. Aprendemos a lidar com essas circustâncias. Nesses momentos, refletimos como poderíamos nos aprimorar. Por isso, buscamos tanto a capacitação".

Nos mais recentes desastres em decorrência das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, em janeiro último, Caselli viajou para Nova Friburgo como tripulante aeromédico da equipe do Samu 192 do Distrito Federal, com uma enfermeira e a tripulação da PRF. Foram dez missões e a confirmação do cenário de destruição e de difi culdade de acesso das equipes de resgate, que as pessoas acompanharam em todo o país. Ele relembra outras situações dramáticas, como os terremotos que assolaram o Haiti em janeiro de 2010. Conta que, 48 horas após, 60 voluntários do Samu estavam dispostos a fazer as malas e partir para aquele país. "Eram pessoas realmente qualificadas e profissionais prontas para dar assistência, sem receber nada. Uma das coisas que nos apaixona é justamente isso, o perfil dos que trabalham no pré-hospitalar. Há muito voluntariado e contato com a população envolvidos. Toda a equipe tem uma envoltura especial e trabalhar com pessoas que apresentam essa disposição e dedicação em ajudar o próximo torna tudo muito gratificante", avalia.

1 comentários:

  1. Olá, blogueiro!
    Participe da campanha contra o preconceito!
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    Atenciosamente,
    Ministério da Saúde.

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