Operação Caruá II está sendo realizada em terras localizadas às margens e em ilhas do Rio São Francisco, no Sertão pernambucano
Está em curso a operação da Polícia Federal (PF), denominada Caruá II, que visa ao combate e plantio de maconha no Sertão de Pernambuco. Ao todo, 90 policiais estão mobilizados para a ações em oito municípios (Carnaubeira da Penha, Cabrobó, Betânia, Belém do São Francisco, Orocó, Santa Maria da Boa Vista, Floresta, Salgueiro).
Eles buscam roças de maconha em terras localizadas às margens do São Francisco, ou em ilhas próximo ao rio. A operação começou no dia último dia 25 e se estende até quarta-feira. Para identificar e erradicar os plantios, a PF conta com a ajuda de dois helicópteros. Quando a roça é rastreada, policiais instalados numa base próxima ao rio recebem os dados via GPS. Homens, então, são levados pelo helicóptero ou em botes infláveis até o local.
O Instituto Nacional de Construção e Reforma Agrária (Incra) ajuda a PF na operação, fornecendo informações sobre a identificação dos proprietários das terras onde porventura forem encontradas plantações de maconha. Assim, é possível o futuro indiciamento dos proprietários num inquérito policial e ações expropriatórias impetradas pela Advocacia Geral da União.
Num ano, a PF realiza quatro operações deste tipo, seguindo o ciclo produtivo da cannabis. A planta é capaz de dar quatro safras por ano, uma a cada três meses. Desta forma, a PF acredita combater com mais eficiência o plantio e, consequentemente, a venda ilegal da planta.
Apesar de haver plantios de maconha no sertão pernambucano, a PF sustenta que boa parte da erva apreendida é oriunda do Paraguai.
De acordo com a estimativa da PF, um traficante investe cerca de R$ 20 mil numa roça, onde é possível colher cerca de 10 mil pés. A safra rende aproximadamente 3 mil quilos da erva. O quilo é vendido entre R$ 200 e R$ 300. Por meio de atravessadores, o mesmo quilo chega à Região Metropolitana do Recife (RMR) e capital custando cerca de R$ 600 a R$ 800.
Para convencer agricultores da região a trabalhar numa roça de maconha, os traficantes oferecem R$ 50 por um dia de serviço, quando outras agriculturas pagam, no máximo, R$ 12.
Créditos: http://jconline.ne10.uol.com.br/
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